A geração Y e eu

19nov10

Outro dia ouvi falar em geração Y num bate-papo no trabalho. Uma colega de outra geração me “acusou” de fazer parte da geração Y. Perguntei a ela do que se tratava e ela me explicou sucintamente, me senti lisonjeado com tudo isso. Mais recentemente fui novamente “enquadrado” como um integrante da geração Y e resolvi ler com mais profundidade sobre o assunto. Meu objetivo com este post é apresentar o meu ponto de vista à respeito do que eu li, e não transcrever ou copiar o texto dos outros.

O que de fato me motivou a fazer esta postagem foi um conversa recente que tive com meu chefe (Serge Rehem), aliás nós da geração Y odiamos este termo “chefe” (e ele também, apesar de não ser da geração Y). Na conversa expus de forma franca a minha opinião, meus valores e meus anseios. Em meio a toda essa conversa, veio a tona o papo sobre a geração Y. Fiquei curioso, pesquisei no Google à respeito e escrevi este post. Quer me conhecer? Leia sobre a geração Y.

Hoje em dia se fala muito sobre este assunto. É tema de várias matérias jornalísticas, que derivam uma infinidade de discussões. A maioria dos materiais que encontrei estão direcionados ao lado profissional, mas se você garimpar bem vai encontrar outros materiais que fundamentam toda a teoria que circunda a geração Y. Não sou sociólogo, nem antropólogo, nem psicólogo, mas sou um representante da geração Y e resolvi colocar aqui minha opinião sobre o assunto.

De acordo com minhas pesquisas em matérias jornalísticas (e não científicas), a geração Y é composta pelas pessoas que nasceram à partir de 1978. Na minha opinião esta categorização publicada pela imprensa é no mínimo simplista. Acho que tem uma outra série de fatores para determinar os membros desta geração, tal como a classe social por exemplo. Acredito que em estudos científicos estes fatores foram considerados, mas não tive ainda a oportunidade de conferir. Também discordo com outra coisa: os jovens atuais pertecem a uma nova geração, uma nova perspectiva do mundo, uma nova realidade. Acho que a categorização deveria ir de 1978 até aproximadamente 1990.

A geração Y, bem como as outras gerações, é o resultado de uma série de eventos históricos de cunho social, político e econômico. Como eu nasci em 1980, vivi na pele tudo que li à respeito. Não sou herdeiro de família rica, tudo que tive foi conquistado com muito suor. Meus pais que o digam! Pois bem, é justamente pessoas assim que eu acredito terem tudo a ver com a geração Y. Quando criança, meus pais faziam de tudo para me agradar, dentro das possibilidades. Tive um bom acesso à educação, à cultura, ao esporte e à tecnologia. Tudo isso serviu para garantir uma ótima auto-estima, o perfil questionador e pró-ativo.

Da mesma forma que tive acesso à diversas coisas, fui severamente cobrado por tudo isso. Esta postura de cobrança é característica da geração que me criou, e por ela serei eternamente grato. Aprendi a valorizar as coisas, e não só as coisas materiais, mas principalmente as relações inter-pessoais. Esta é também uma forte característica da geração Y: valorizar as pessoas e o meio-ambiente. Muita gente diz que a geração Y é egoísta, pois teve tudo que queria quando criança, além de priorizar a auto-promoção e querer sempre crescer. Mas aí que está a grande questão. Ser egoísta não é o mesmo que ser individualista, por isso a geração Y consegue fazer ótimos amigos e adora trabalhar em equipe.

Achei engraçado em uma das reportagens que vi. Uma especialista deu uma receita para saber qual a geração de uma pessoa: os membros da geração Y preferem aparelhos celulares cheios de funções e recursos, enquanto os membros da geração X (geração anterior, 1965 – 1977) usam o celular apenas para fazer ligações telefônicas. A explicação é a seguinte: a geração Y quando criança foi acostumada a fazer diversas atividades simultâneas (escola, esportes, música, línguas, etc), projetando o seu gosto pelas coisas multi-funcionais. É claro que este foi só um mero exemplo, mas me diga se não faz todo sentido?

Dentre as matérias que li, destacam-se algumas:

Ao final de toda essa breve estudada que dei sobre o assunto descobri que, se você quer me entender melhor estude a geração Y. Me identifiquei muito com tudo isso e finalmente achei um fundamento para as minhas ideologias e atitudes. É como se eu tivesse achado a explicação para muita coisa que eu não conseguia explicar. Meu colega (meu chefe) conseguiu simplificar muito bem o fechamento desta estória: eu descobri que não estou sozinho!

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10 Responses to “A geração Y e eu”

  1. 1 Abramao

    Velho vc nasceu no final ou inicio da decada de 80? uahauhauha. É velho concordo com vc q a geração vá até 90, acho mesmo que a partir de 91 temos outra geração. Gostei do artigo bem interessante.

  2. Muito bom o artigo. Também tenho ouvido falar muito sobre este tema. Aproveitarei seus links sugeridos para uma leitura.

    Sobre “Como eu nasci no final da década de 80, vivi na pele tudo que li à respeito.” acho que esta conta esta mal feita. rsrsrsr

    Grande abraço

    • Cara, caiu agora a ficha. Na realidade eu quis escrever: “Como eu nasci no final de 1980”. Valeu você e Abraão que me corrigiram! Ajeitei o post já 😉

  3. Massa ZyC!!!!

    Como te falei, graças à coincidência de algumas reportagens recentes que assisti na Rede Globo (http://busca.globo.com/Busca/?query=gera%E7%E3o%20y) despertei para esse assunto que eu já tinha ouvido falar, mas nunca tinha lido a respeito.

    O legal de ter compartilhado isso é que você acabou de me mostrar a Geração X, da qual faço parte e – pelo pouquissimo que li (ainda) – também me identifico bastante.

    Fico muito feliz quando consigo estimular a busca de novos conhecimentos, até porque o que aprendo com os feedbacks é para mim extremamente enriquecedor. Hora dessa também vou escrever sobre essas coisas em bazedral.blogspot.com.

    E assim vamos aumentando nosso conhecimento coletivo…

    Abraço!

  4. 7 Alexandre

    Eu desconhecia essa nomenclatura “geração y ” , mas , realmente , já houve comentários no meu trabalho quanto às diferenças de atitude entre as gerações. Já comentamos entre os mais jovens a forma como os mais velhos se protegem e se agrupam mesmo sem terem vinculos pessoais reciprocos.Já foi objeto de comentários entre os mais jovens a dificuldade de comunicação com os mais velhos que não se sentem confortaveis em dar muitas explicações de suas ações , sobretudo os superiores hierárquicos, enquanto que os jovens tem como natural o debate de idéias.A conversa transparente sobre as questões do trabalho é outro traço de diferenças : na experiencia que relato, enquanto os mais jovens buscam isso, os mais velhos evitam , sendo especialistas em conversas de corredores.A escala de valores , já pude perceber , é diferente:os mais jovens querem perceber que estão ascendendo profissionalmente sempre, são ais imediatistas nos objetivos, enquanto que para os mais antigos a estabilidade é o valor primordial.

    Então, sem estabelecer juizos de valor, acho que realmente há uma grande diferença de atitude.Como será a geração z ?

  5. 8 Shazam

    Cara,

    Pelo pouco que li (texto da Galileo que vc deixou disponível), acho que é fácil para você se identificar com essa parada. Até porque sua área de foco de há muito é o campo da tecnologia, da informática, da inovação tecnológica etc.

    Percebo alguns pontos de contato com essa porra aí de Geração Y, mas são insuficientes para me adequar enquanto categoria.

    Acho que tenho mais a ver com a Geração Tradicional (1945) ou com a Geração X (antes dessa Y), a bem do que Geração X parece mais legal porque remete aos X-Men, Wolverine etc. Rs!

    Flw! Abs!

  6. 9 Marcelo

    Estabelecer marcos de onde começa uma geração e onde termina outra acho que é algo meio confuso, já vi autores se referirem a Geração Y como aquelas pessoas nascidas no final dos anos 70 e meados dos anos 80, grosseiramente falando acho que podemos dizer que a Geração Y viveu boa parte da sua infância na década de 80, sua Adolescência na década de 90 e “Juventude” ou Adolescência na década de 2000 (nem sei se é assim que se define esse primeira década do Milênio), eu mesmo que nasci em 77 não me identifico com a Geração X que foi Jovem/Adolescente nos anos 80, a experiência de quem foi jovem nessa época com certeza foi bem diferente de quem foi criança, enquanto os “X” sentiam o impacto dos acontecimentos no Brasil e no Mundo (Plano Cruzado, Redemocratização, Queda do Muro de Berlim,etc.), eu tava mais preocupado em assistir Balão Mágico, Xou da Xuxa e fazer os deveres “chatos” de casa das minhas tias do primário rsrs, já quem teve a oportunidade de ser adolescente/jovem no década de 90 em especial na segunda metade experimentou assistir ao inicio da internet e da massificação da computação uma época que particularmente eu sinto muita saudades, não adianta negar estou ficando velho!


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